Muito se falou dos anos de chumbo, tortura, prisões, assassinatos e censura. Denúncias, depoimentos e relatos, para isolar a ditadura, repudiar seus métodos e provocar indignação.
Mas pouco se falou das emoções, do que a luta significava para o militante.
Assim, aquela época se transforma em algo do passado, que não se deve repetir.
Mas será? Este livro pretende trazer a vida na militância. Em pequenas histórias onde realidade e fantasia se misturam numa utopia coletiva.
Para ser revivida.
Ao invés de esperar o lançamento do livro em papel, fui dar uma olhadinha na versão pdf. Nem tive tempo de imprimir e ler com calma. O livro me hipnotizou e não consegui desgrudar o olho da tela do computador desde que abri o arquivo.
Você escreve muito bem, intercalando passagens trágicas, com eventos quase engraçados e reflexões políticas. O livro vai e vem no tempo, levando o leitor a comparar (...era mais alegre) diferentes situações do Brasil, Chile, França, Argentina, Suíça, etc.
Alguns dos episódios descritos são conhecidos pelos mais atentos. Mas nunca tinha lido um depoimento tão comovente, e até humorado. Para as gerações o livro serve para relembrar tempos difíceis mas cheios de idéias e atitudes.
Parabéns.
Christovam
PS: Não postei diretamente um comentário no facebook porque não sou chegado a essas tais “redes sociais” (que nas décadas de 80 e 90 tinham outro significado). Imagine se para comentar um livro desses tivesse que declarar meu endereço, foto, preferência sexual, religião.. Tudo tem um limite.
Estimado Nilton Dia 23 de setembro chegou a mim o livro “O Estádio Era Mais Alegre”, comecei a lê-lo e não consegui mais parar de ler, não queria que terminasse desejava entrar mais e mais na história. Tens uma forma muito particular de escrever que me encantou como falamos em espanhol: “te alejas del objeto de estudio y eres el objeto de estudio”, consegues tanto ver as árvores como o bosque e descrevê-los... É um livro educativo, informativo, emotivo. Quando falo educativo falo pelas gerações que conhecem muito pouco sobre o horror que foi a Ditadura, principalmente do lado dos afetados. No exterior escutei muito que a Ditadura no Brasil foi uma ditadura mais amena, “más blanda” se poderia acrescentar “mais discreta”, mas sabemos que a realidade é outra. Pegando emprestadas algumas palavras tuas (...) a diferença entre o possível e o impossível é que este, é apenas, um pouco mais difícil”. Impressiona-me que depois de tudo sigas com esta garra e vontade de lutar, e com esta força, com certeza motivarás muito mais pessoas a buscarem uma vida com mais significado, com projetos não só individuais, mas principalmente coletivos. “Personas como tu hacen con que uno crea de verdad que LO IMPOSIBLE SOLO TARDA UN POCO MÁS”. Um Abraço
OLÁ Acabo de ler teu livro, em uma única vez, não consegui interromper. Vi em ti, um pouco do Julinho, (sou ex-aluna e atualmente professora) também um pouco de Garcia Marques Galeano, Neruda...e hoje no Julinho, felizmente, vejo um pouco de ti e de tua geração. Como bibliotecária, tomo a liberdade de imprimir este livro, para a biblioteca da escola. Fico muito feliz por teres escrito a tua história, compartilhado conosco, e mais feliz ainda por teres te conservado humano pois apesar de tudo o que passaste, tua escrita é leve, bem humorada. Parabéns, este livro é imperdível! Mauriluci
Post encaminhado por Christovam Barcellos
ResponderExcluirCaro Nilton,
Ao invés de esperar o lançamento do livro em papel, fui dar uma olhadinha na versão pdf. Nem tive tempo de imprimir e ler com calma. O livro me hipnotizou e não consegui desgrudar o olho da tela do computador desde que abri o arquivo.
Você escreve muito bem, intercalando passagens trágicas, com eventos quase engraçados e reflexões políticas. O livro vai e vem no tempo, levando o leitor a comparar (...era mais alegre) diferentes situações do Brasil, Chile, França, Argentina, Suíça, etc.
Alguns dos episódios descritos são conhecidos pelos mais atentos. Mas nunca tinha lido um depoimento tão comovente, e até humorado. Para as gerações o livro serve para relembrar tempos difíceis mas cheios de idéias e atitudes.
Parabéns.
Christovam
PS: Não postei diretamente um comentário no facebook porque não sou chegado a essas tais “redes sociais” (que nas décadas de 80 e 90 tinham outro significado). Imagine se para comentar um livro desses tivesse que declarar meu endereço, foto, preferência sexual, religião.. Tudo tem um limite.
Estimado Nilton
ResponderExcluirDia 23 de setembro chegou a mim o livro “O Estádio Era Mais Alegre”, comecei a lê-lo e não consegui mais parar de ler, não queria que terminasse desejava entrar mais e mais na história. Tens uma forma muito particular de escrever que me encantou como falamos em espanhol: “te alejas del objeto de estudio y eres el objeto de estudio”, consegues tanto ver as árvores como o bosque e descrevê-los... É um livro educativo, informativo, emotivo. Quando falo educativo falo pelas gerações que conhecem muito pouco sobre o horror que foi a Ditadura, principalmente do lado dos afetados. No exterior escutei muito que a Ditadura no Brasil foi uma ditadura mais amena, “más blanda” se poderia acrescentar “mais discreta”, mas sabemos que a realidade é outra. Pegando emprestadas algumas palavras tuas (...) a diferença entre o possível e o impossível é que este, é apenas, um pouco mais difícil”.
Impressiona-me que depois de tudo sigas com esta garra e vontade de lutar, e com esta força, com certeza motivarás muito mais pessoas a buscarem uma vida com mais significado, com projetos não só individuais, mas principalmente coletivos.
“Personas como tu hacen con que uno crea de verdad que LO IMPOSIBLE SOLO TARDA UN POCO MÁS”.
Um Abraço
Grace Stefanello
Recebido de Mauriluci:
ResponderExcluirOLÁ
Acabo de ler teu livro, em uma única vez, não consegui interromper.
Vi em ti, um pouco do Julinho, (sou ex-aluna e atualmente professora) também um pouco de Garcia Marques Galeano, Neruda...e hoje no Julinho, felizmente, vejo um pouco de ti e de tua geração.
Como bibliotecária, tomo a liberdade de imprimir este livro, para a biblioteca da escola.
Fico muito feliz por teres escrito a tua história, compartilhado conosco, e mais feliz ainda por teres te conservado humano pois apesar de tudo o que passaste, tua escrita é leve, bem humorada.
Parabéns, este livro é imperdível!
Mauriluci